História


A Equipa desportiva de Regadas, que posteriormente vem dar origem ao Grupo Cultural e Desportivo de Regadas (GCDR), aparece ligada aos escuteiros locais. Inicialmente com o Campo arrendado, iniciativa do Pároco da Freguesia para que os jovens escuteiros pudessem ter um local para a prática desportiva, esta actividade desportiva, iniciada em 1972, tem como primeira apresentação o dia 1 de Janeiro, numa disputa com a equipa da freguesia vizinha de Ardegão.
           
O ‘torneio inter – freguesias’ era o mais usual na altura e foi a primeira etapa para a equipa de Regadas entrar em competição. Segundo Luís Alberto, Director da equipa, a primeira vez que o Regadas entrou no torneio verificou-se que a freguesia era desconhecida pelos fafenses da zona Norte do concelho, mas se até aí era desconhecida, o primeiro lugar do torneio deixava marcada a sua presença.
As primeiras referências redigidas em acta datam de 25 de Janeiro de 1976, onde se destaca o alargamento do Campo com a autorização dos dois proprietários (José Joaquim Peixoto e Roque Marinho de Oliveira).
Atendendo à escassez de recursos financeiros, no dia 03 de Julho de 1976, os dirigentes e jogadores aprovam a melhoria das condições do campo de futebol, sendo que todos assinam uma acta de responsabilização face às despesas.
O Grupo Cultural e Desportivo de Regadas (GCDR) surge no ano de 1977, com a filiação no INATEL e inicia uma nova vida no mundo do futebol, onde permaneceu durante uma época.
Em 08 de Setembro de 1977, a direcção do Regadas reunida com um dos proprietários do Campo, Roque Marinho de Oliveira, aprova a construção dos balneários e é-lhes concedida, inicialmente, que a água de uma mina junto ao campo seja entubada e explorada sem qualquer custo.
Em 1980, o Grupo Cultural e Desportivo de Regadas (GCDR) é filiado no Campeonato Regional, mas apenas no ano seguinte entra em competição.
            As novas construções de destaque surgem na época 1983/84, na direcção de José Teixeira, com o melhoramento dos balneários, a cobertura dos bancos dos jogadores e a respectiva vedação. Na época seguinte, sob o comando do mesmo Presidente, as infra-estruturas do Campo continuaram a melhorar, destacando-se a colocação de holofotes no recinto do jogo.
            A época 1984/85 foi um dos momentos mais marcantes na história do clube, uma vez que a subida para uma divisão superior se fazia notar.
           
           Novas apostas no recinto do jogo surgem a 10 de Julho de 1987. Neste ano reuniu a Direcção para deliberar sobre a doação que ia ser feita por Roque Marinho de Oliveira, proprietário «de uma parcela do prédio designado Campo das Cerdeirinhas, inscrito na matriz sob o artigo 206, rústico de Regadas, sobre o qual está constituída parte do campo de futebol e ainda da servidão da água vinda do mesmo prédio para os balneários da colectividade, já entubada, com um volume de 750 litros por semana» e a votação foi unânime na respectiva aceitação.

A
QUI
REGADAS foi um jornal criado e editado pelos sócios do GCDR. O objectivo deste órgão informativo contemplava a vida do Clube, mas sociedade e as críticas à actuação política são evidentes nas diversas publicações.
O número zero tem a data de Janeiro de 1987, sendo director Fernando Peixoto Lopes e Coordenador Luís Filipe Monteiro Costa. O Ano II tem como director Joaquim Lopes Silva e mantém o coordenador. Já em 1991, o GCDR lança um novo jornal, embora siga a mesma linha editorial, o seu nome é agora ECOS DE REGADAS e tem como director Alberto Dantas e na coordenação Luís Filipe Monteiro Costa e Álvaro Teixeira.
            Os sócios do Regadas não se propuseram a eleições na época 89/90 devido a não aparecer quaisquer lista candidata, o que originou na criação de uma «comissão administrativa para velar pelos haveres do grupo», o que se repetiu na época seguinte. A ausência de candidatos, pela terceira época consecutiva, levou a que a Junta de Freguesia fosse nomeada pelos sócios como entidade administrativa. Nesse mesmo ano, reuniram-se esforços e surgiu uma nova Direcção em Assembleia-geral.
Entre algumas complicações próprias do Associativismo, o Regadas foi lutando por várias épocas pela sobrevivência na regional, mas as dificuldades fizeram com que o Clube ficasse parado durante alguns anos, embora tivesse nesta altura passado por uma nova experiência com a inscrição das camadas jovens na Associação de Futebol de Braga.
Após um período ‘interrompido’ do Regadas, no ano 2000 uma nova comissão deu mãos ao projecto de recuperar o desporto e o Clube. O Futebol Popular, depois de um ano com as camadas jovens, foi a solução mais viável atendendo às necessidades financeiras.
Os adeptos retomaram os lugares desocupados e o apoio ao Regadas conhece uma nova dimensão de vivacidade clubista. No final deste primeiro ano, o Grupo – que vestia de preto e amarelo – consegue vencer a final da taça ‘Cidade de Fafe’, no Estádio do Fafe, derrubando o Ribeiros por quatro bolas contra uma. Uma festa que levou muitos adeptos ao Estádio do Fafe.
            Embora os recursos financeiros fossem escassos, o amor à camisola nunca deixou que o futebol fosse uma mera passagem do tempo, mas pelo contrário destacou-se esta equipa pela qualidade dos seus atletas, como provam as muitas taças arrecadadas.

          


Cantar os Reis foi mais uma forma encontrada para conseguir mais um apoio para o Clube de escassos recursos e sair vencedor foi um mérito pelas provas dadas no XX Encontro de Cantadores de Reis do Concelho de Fafe.

Actualmente, o Regadas continua inscrito no Campeonato do Futebol Popular e na Associação de Futebol Popular do Norte.

 
            Como forma de angariação de fundos tem recorrido a diversas empresas em troca de publicidade exposta no local do jogo, venda de material de mershendising e à exploração de um pequeno bar nos dias dos jogos, para o qual tiveram o apoio da Junta de Freguesia
, assim como a recuperação dos balneários.
A publicação de um pequeno boletim, virado para o Clube e algumas peripécias criativas, foi também uma aposta rápida dos dirigentes do Clube, sob a direcção de Tânia Lemos, para conseguir envolver mais as pessoas e o Futebol em Regadas.

            No ano 2007, o GCDR, pela primeira vez, participa no XXI Torneio de Futebol Juvenil organizado pela Câmara Municipal de Fafe, dando mais vida desportiva aos jovens regadenses e, no ano 2008, a equipa de Futsal Feminino torna-se uma marca determinante na envolvência de novas atletas e da própria freguesia no desporto.
O Emblema
Preto, Branco e Vermelho
Cruz vermelha fundo branco e letras e contornos pretos
O Equipamento e as suas cores
Camisola amarela e calção preto.

 

 

Fonte:http://gazetaderegadas.blog.com/GCDR/